Testemunhas e réus falam em processo onde Kiko é acusado por desvio de R$ 45 milhões em Rio Grande da Serra

Kiko é acusado de desviar R$ 45 milhões da Saúde em Rio Grande da Serra

Nesta última quarta-feira (16), a Justiça em Rio Grande da Serra começou a ouvir testemunhas e réus no processo que apura o desvio de R$ R$ 45.779.272,40 dos cofres da Prefeitura de Rio Grande da Serra. Entre os acusados está o atual prefeito de Ribeirão Pires, Kiko Teixeira (PSB).

No processo aberto em 2010, o Ministério Público pede a condenação de Kiko Teixeira e a devolução dos valores.

Segundo a denúncia, de 2005 a 2010 existiram diversas fraudes da celebração dos contratos entre a empresa Cemed (contratada para gerir a Saúde Municipal) e a Prefeitura de Rio Grande da Serra. Sob o argumento de que o serviço médico prestado pela Administração anterior no Pronto-Socorro era ruim, o então prefeito Kiko Teixeira entregou este serviço público a terceiros. Este repasse de responsabilidade não poderia ter acontecido. Em 2005 foi firmado contrato emergencial com a Cemed, de maneira direcionada, visando beneficiar os sócios.

Na sequência, existiram duas licitações, ambas dirigidas, para novos contratos com a mesma Cemed, com a mesma finalidade ilícita.

Em 2009, continua os apontamentos do Ministério Público, quando o valor do contrato já era quase 25% maior que o inicial, houve verdadeiro esquema entre Prefeitura e empresas para aumentar seu valor. Cemed manifestou desejo de rescindir o contrato.

A Prefeitura, sob o argumento de não deixar o PS sem médicos, contratou emergencialmente, de forma dirigida e fraudulenta a empresa MRF. Ocorre que a Cemed e a MRF são o mesmo negócio jurídico. O contrato foi superfaturado em aproximadamente 20% acima do valor anterior.

Conforme apurou o jornalista Wagner Lima junto ao Fórum de Rio Grande da Serra, há outras testemunhas a serem ouvidas. Não há prazo para divulgação final da sentença.

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