Kiko passo a passo vai montando curral eleitoral para 2020 se utilizando da máquina pública

Por Luís Carlos Nunes

Se utilizando de táticas conhecidas que remontam o período da velha República, o prefeito Kiko Teixeira (PSB) vem estruturando em Ribeirão Pires a política do Coronelismo.

Tal comportamento é de fácil percepção ao analisarmos as ações que estão sendo proposta na cidade. O coronelismo é um brasileirismo utilizado para definir a uma complexa estrutura de poder exercido primeiramente com o aparelhamento da máquina estatal, o seu consequente enxugamento e incentivo a musculatura da iniciativa privada também podendo ser chamada por hipertrofia privada.

Kiko tenta alçar seu nome acima do poder municipal constituído cravando a sua imagem como a de um autêntico coronel impondo a teoria do mandonismo, do filhotismo, do apadrinhamento com vista a trocar um processo eleitoral por ato plebiscitário.

Kiko ao mesmo tempo em que demonstra habilidade política respeitável vem ao longo de sua carreira se apresentando como pessoa alheia ao coletivismo e aos interesses públicos. Ficha Suja carimbado pela justiça, foi em Rio Grande da Serra que demonstrou a sua pior face. Kiko Teixeira é acusado pela justiça de ter desviado R$ 45 milhões do setor da Saúde. Ato que após anos já passados de sua caótica administração, causa danos irreparáveis para aquela municipalidade.

Eleito prefeito de Ribeirão Pires após ter mentido para um ministro do STF e registrado a sua candidatura através de liminar, prevendo dificuldades em concorrer nas eleições municipais de 2020, arquiteta mais um plano para se manter no poder (mesmo que indiretamente). Desta vez passa para  seus afilhados o comando e a responsabilidade de patrimônio público a exemplo da Fábrica de Sal ao Sesi, trecho as margens da represa Billings para empresa indicada e imposta ao poder público municipal, campo de Futebol para Clube esportivo não devidamente identificado em proposta legislativa e as atrações turísticas da Estância Turística de Ribeirão Pires sobre o argumento de falta de pessoal e de quadro efetivo para a zeladoria. A medida pode trazer mais comandados.

Sob o seu comando, os dados oficiais mais recentes, indicam que Kiko Teixeira tem sob a sua muxinga, 385 protegidos que mensalmente consomem R$ 2.236.252,76. Os números são aditivados corriqueiramente com muito fermento.

Recentemente o parlamento municipal aprovou abertura de 300 vagas temporárias para uma frente de trabalho para a execução de serviços diversos como a manutenção de prédios e equipamentos públicos; na limpeza, capinação, consertos diversos em praças e canteiros públicos; na limpeza, varrição e conservação de logradouros; na limpeza e remoção de entulhos; em consertos de passeios públicos; entre outros serviços e obras compatíveis.

Aumenta injustificadamente o número de estagiários em diversas áreas da administração municipal, coopta entidades de classe, desrespeita conselhos municipais…

Tudo isso com a complacência da maioria dos integrantes da Câmara Municipal de vereadores da cidade.  e aval de que deveria zelar por boas práticas e bons uso dos recursos públicos. Na casa de Leis, sob o comando de pegureiro hábil, o amém é palavra dogmática e inquestionável.

Diante de toda mazela, no setor afim de uma gestão municipal, o caos reina com um sistema de saúde em situação difícil com ausência de medicamento de uso continuado e insumos básicos, falta de servidores para aplicar vacina de campanha nacional a exemplo da gripe, escolas ficam deterioradas, suas nos mais diversos rincões sem manutenção, ruas escuras, guarda municipal sem condições adequadas de operação.

Com pouco mais de um ano das eleições de 2020 Kiko – com elevada rejeição popular – convoca poucos para um farto banquete deixando de o povo se farte com farelo em demonstração total de apatia com os anseios coletivos. Tentando encovar a sua visível detração e opção pelo poder, distribui ao povo cestas básicas angariadas em eventos custeados com recursos públicos.

Deus de sabedoria a esse povo esquecido!

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