Atila toma posse, retoma diálogos e admite participação de vereadores em seu governo

Foto: Lucas Rogério – O Grande ABC

Atila Jacomussi (PSB) tomou posse na manhã desta terça-feira (10) como prefeito de Mauá após uma liminar da 4ª Turma do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP), concedida nesta segunda-feira (09).

Em entrevista coletiva com a imprensa, Atila disse que fora informado do resultado do TJ enquanto estava do lado de fora do Tribunal com amigos. Segundo ele, o resultado unânime foi recebido com grande emoção.

“Estava do lado de fora do Tribunal de Justina por orientação dos meus advogados. Quando por telefone recebi o resultado. Comemorei e gritei muito com os amigos e também com  alguns moradores de rua, que também são filhos de Deus. Me abraçaram e um deles perguntou: Quanto foi o placar? Aí respondi: Foi 3 a 0. Aí o morador de rua completou. Foi pouco”, contou o prefeito.

Na coletiva, momento foi de muitas risadas ao lembrar a cena. “O calor humano neste momento é muito importante”, afirmou o prefeito.

Questionado sobre cargos comissionados indicados por vereadores Atila elogiou o processo de transição ao mesmo tempo em que negou que fará distribuição de cargos para consolidar uma base de apoio no parlamento municipal.

“Quero dizer que o processo de transição realizado por Caio Carvalho e João Veríssimo Fernandes foi democrática e republicana. Estamos conversando coma Câmara e espero uma articulação diferente onde os vereadores não sejam somente avisados sobre os projetos,mas sim que participem dos debates”, disse.

O presidente da Câmara, Neycar (SD) confirmou o contato de Atila. Em sua fala logo após a sessão legislativa disse a imprensa que em sua opinião pessoal não haverá um segundo processo de impeachment contra Jacomussi.

Segundo ainda Neycar, “é preciso conversar com os outros 22 vereadores. “Se o prefeito disse que é paz e amor neste momento, a Câmara também é paz e amor. A cidade de Mauá não pode mais passar por esse tipo de situação. “Temos que pensar nas ações para as pessoas da cidade e é isso que vamos fazer”, disse Neycar.

A velocidade com que aconteceu a sessão da Câmara de Mauá nesta terça-feira (10), sinaliza bons resultados políticos para Atila principalmente após o aceno da política pacificadora o que poderá culminar com a participação de edis – ainda que indiretamente – não ações de governo.

Durante a sessão, o vereador Admir Jacomussi (PRP) teceu elogios a Chiquinho do Zaira (Avante) demonstrando interesses de que o parlamentar venha a ser líder do governo Atila na Câmara.

Atila anunciou dois nomes que comporão o primeiro escalão de seu governo. Marcos Eduardo Maluf já foi nomeado como secretário de Administração e Carlos Tomaz comandará a pasta de Relações Institucionais. José Cesar Ferrari retorna ao comando da GCM.

Atila ainda na coletiva de imprensa destacou a sua preocupação com a segurança pública, saúde e saneamento básico.

“Quando deixei o governo, a nossa segurança pública apresentava bons índices. Hoje temos crescimento nos roubos de celulares, a guarda municipal está sem viaturas e os casos de latrocínio cresceram bastante. Vamos reestruturas a nossa guarda e pedir apoio ao governo do estado para termos maior policiamento ostensivo inclusive com a ROTA na rua”, disse.

Com relação à carta de intenções assinada pela agora vice-prefeita Alaíde Damo (MDB) com a SABESP para que a autarquia assuma a SAMA, Atila disse que é preciso alguns questionamentos.

“É preciso que se crie na cidade uma taxa social para a água. Com relação a cobrança de 20% a mais sobre o consumo de água para o esgotos. Isso não é possível. Com relação aos atuais servidores  da SAMA é preciso toda atenção,porque lá são pais de família que trabalham e dependem de seus empregos”.

Nesta quarta-feira (11), o prefeito pretende se encontrar com o presidente da Fundação do ABC (FUABC), Luiz Mario, para tratar das possibilidades de um contrato emergencial com a Organização Social de Saúde (OSS) até o início de uma nova licitação na área.

“Precisamos ver o valor que se paga pelo quarto no Hospital Nardini e comparar com os custos da Santa Casa. Mauá passou por epidemia de sarampo e sarna. Tá faltando vigilância sanitária e epidemiológica”.

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