STF pode avaliar caso “Lula” na reunião desta terça. No mesmo dia Bolsonaro terá reunião com Moro para definir seu destino

O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes devolveu no início da noite desta segunda-feira (10), para a Segunda Turma do STF o pedido de habeas corpus apresentado no ano passado pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A Segunda Turma julgava pedido do petista para anular sua condenação, alegando suspeição do ex-juiz Sergio Moro no caso, depois que Moro aceitou ser ministro do governo Jair Bolsonaro (PSL).

Bolsonaro terá reunião com Moro para definir seu destino

O presidente Jair Bolsonaro marcou para esta terça-feira 11 uma conversa pessoal com o ministro da Justiça, Sergio Moro, após a publicação pelo site The Intercept de reportagens com conversas privadas trocadas entre Moro e procuradores da Lava Jato, nas quais o ex-juiz orientou, deu bronca e ajudou a formular a acusação contra o ex-presidente Lula.

Segundo o porta-voz Otávio do Rêgo Barros, Bolsonaro não se pronunciará a respeito do conteúdo das mensagens vazadas até ter uma conversa com o ex-juiz da Lava Jato, que está em Manaus e volta a Brasília amanhã.

“O presidente aguardará o retorno de Moro para conversar pessoalmente, em princípio amanhã”, disse o porta-voz.

“A importância é o presidente conhecer do próprio ministro Moro a sua percepção e, a partir desta conversa, traçar linhas de ação, estratégias, para avançar no sentido de que tenhamos o país no rumo certo. Em particular, no tema economia e, obviamente, outros temas que possam estar tangenciando este tema. Precisam ser solucionados o mais pronto possível”, afirmou ainda Rêgo Barros.

O relator da reforma da Previdência, nesta segunda-feira (10), o relator da reforma da Previdência, deputado Marcelo Ramos, cobrou a demissão de Moro, alegando que sua permanência atrapalha a articulação para a aprovação da proposta.

O Conselho Federal da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) também aprovou por unanimidade uma recomendação para que Moro e o procurador Deltan Dallagnol sejam afastados de seus cargos.

Deltan Dallagnol será investigado pelo Conselho Nacional do Ministério Público por conluio com Moro para acusar Lula

O procurador Deltan Dallagnol será investigado pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) por atuar em conluio com o ex-juiz Sérgio Moro e forjar uma acusação sem provas contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como mostraram as revelações do site The Intercept.

O corregedor CNMP, Orlando Rochadel, instaurou na tarde desta segunda-feira (10) um processo administrativo disciplinar contra Dallagnol, e também contra os demais procuradores citados na série de reportagens. Rochadel determina que Deltan e os colegas da Lava Jato prestem informações ao CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) no prazo de dez dias.

“Sem adiantar qualquer juízo de mérito, observa-se que o contexto indicado assevera eventual desvio na conduta de Membros do Ministério Público Federal, o que, em tese, pode caracterizar falta funcional”, escreveu o corregedor.

É a segunda investigação contra o procurador divulgada nesta segunda-feira, 10. Dallagnol também será investigado por tentar influir na eleição do Senado, agindo contra a candidatura do senador Renan Calheiros (MDB-AL). “A violação à dignidade do cargo e ao decoro é evidente, já que o excelentíssimo membro reclamado [Deltan] não está autorizado a fazer campanha política para eleição de cargo de outro poder da República contra determinado candidato, em matéria alheia à sua atribuição, tampouco falar em nome de todos os Membros do Ministério Público do Brasil”, disse o corregedor do MP, Orlando Rochadel.

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