Tribunal de Contas encontra irregularidades na merenda servida em escolas de Mauá

A fiscalização foi realizada na terça-feira (28/5), entre as 7:00h e às 15:00h

Alimentos em condições inadequadas de estocagem, fora do prazo de validade e armazenados em locais impróprios. Estas foram algumas irregularidades detectadas pelas equipes de fiscalização do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCESP) que, durante ação concomitante que vistoriou as condições da merenda oferecida aos alunos duas escolas de Mauá: Escola Municipal Cora Coralina e Escola Municipal Paulo Freire.

A fiscalização da Corte paulista foi realizada na terça-feira (28/5), no período compreendido entre as 7h00 e às 15h00 e aconteceu simultaneamente em 219 municípios e vistoriou unidades dos Ensinos Básico e Fundamental em 275 escolas municipais.

Entre as irregularidades mais graves, segundo o constatado pela fiscalização, em 82% dos casos, há ausência de alvará emitido pela Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) e, em 92% das ocorrências, os locais não possuíam Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) dentro do prazo de validade.

Em 33% dos locais vistoriados, a área de preparo dos alimentos apresentou problemas de integridade e conservação, com rachaduras, trincas, goteiras, vazamentos, infiltrações, bolores, descascamentos, entre outros problemas. Mais da metade dos locais, 56%, não possuía telas milimetradas nas portas e janelas.

Dentro da amostra pesquisada, 10,5% dos gêneros alimentícios se encontrava fora do prazo de validade. Em 35% das escolas municipais não há controle dos itens estocados ao passo que, em 20% a desinsetização não havia sido feita há menos de 6 (seis) meses.

Dos espaços destinados ao consumo da merenda, 49% não atendem a todos os alunos.  Em 70,5% dos estabelecimentos vistoriados foi constatado que a merenda fornecida no dia é a mesma prevista no cardápio.

Deixe uma resposta